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A "linguagem" da gordura
Você já pode estar falando em uma língua secreta. A Linguagem da Gordura. Esta linguagem é mais do que a palavra “gordura” e é mais do que o medo de tornar-se gorda. É sobre a voz estridente e brutal na sua cabeça que diz que viver não vale a pena até que você aparente determinada forma ou pese determinados quilos.

Costumava ser o pensamento de todos que somente garotas ricas e brancas, com bastante tempo disponível, pensavam sobre a aparência. Mas esse não é o caso. A Linguagem da Gordura é um ofensor de oportunidades iguais. Ela passa por todas as raças e linhas sócio-econômicas. Ela pode te afetar, independentemente se você ser gay, heterossexual, ou bissexual. Você pode falar essa linguagem se você for hispânico ou afro-americano. Você pode utilizar essa linguagem seja a sua paixão hockey ou cálculo.

Esta linguagem é feita de crenças, pensamentos e ações que permitem que você tenha uma falsa sensação de controle. O que você ainda não percebeu é que a insanidade do seu corpo não termina com a raiva que você sente da sua barriga, a reprovação do seu antebraço, o desgosto que você encontra em suas coxas. Essas são apenas algumas formas de te comunicar algo mais profundo - uma falta de paixão, uma busca por amor, e uma ausência severa de autoestima.

Então, o que você pode fazer a respeito disso? Aqui vão as minhas dicas: Comece a decodificar essa Linguagem da Gordura. Comece a realmente escutar as palavras que você fala. Na verdade, a palavra mais utilizada entre mulheres é “me sinto gorda”. Mas essa frase não necessariamente significa o que ela implica. Por quê? Porque gordura não é um sentimento. Raiva, felicidade, tristeza, essas palavras são emoções. A palavra Gordura tornou-se um resumo para qualquer coisa que você sinta. “Me sinto gorda” poderia significar “me sinto só”, “me sinto assustada”, “me sinto esgotada”, mas ela certamente significa algo mais profundo do que aparenta.

Como amiga e colega, você pode ajudar a decodificar a Linguagem da Gordura. Por exemplo, aqui estão algumas maneiras de se responder ao “me sinto gorda!” (Escolha a sua resposta baseada no nível de amizade/relacionamento e no momento específico, lógico)

- “Gordura não é um sentimento! O que realmente está acontecendo com você?”

- “Sabe, me dói ouvir você dizer coisas assim sobre você mesma.”l

- “Do que você precisa? O que eu posso fazer por você?”

- “Eu realmente acho muito chata a autopunição. Próximo assunto, por favor.”

- “Por que sempre devemos nos conectar em volta do nosso ódio ao corpo?”

- “Me desculpa, eu simplesmente não falo na Linguagem da Gordura!”

É bem provável que nunca ninguém tenha te falado que você não precisa falar nessa língua. Se você não desafiar a forma pela qual você se relaciona e se comunica com outras mulheres, então você estará fazendo um desserviço ao normalizar a autopunição do corpo neste país. Você deve continuar a questionar, a desafiar, e a se importar com este assunto. Quantas mais de vocês continuarão perdendo a sua educação superior ou seus lindos relacionamentos porque você não sente que valha a pena viver agora, em seu corpo? Quando todos nós iremos optar a parar de falar a Linguagem da Gordura? Nós temos uma escolha a fazer a cada momento do dia... e podemos começar agora mesmo.

** Jess Weiner é uma autora, palestrante motivacional e colunista consultora. Seu último livro, "Do I Look Fat In This?" (“Eu Fiquei Gorda?”) está à venda nas livrarias. Ela é uma Embaixatriz NEDA e viaja pelo país para falar com escolas do ensino médio e fundamental. Para mais informações, por favor, acesse www.withjess.com