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Quando a acne aparece na mulher adulta
Parece um pesadelo! Desde bem jovens, nos preocupamos e cuidamos para ter e manter uma pele bonita, hidratada e luminosa. Durante a adolescência, uma das piores “pragas” nessa idade é quando começam a aparecer as primeiras espinhas e os cravos. A tão temida acne. Imagina isso quando nos tornamos adultas?!

Segundo a dermatologista Luciana Conrado, a acne ocorre em 90% dos adolescentes (meninos e meninas), explicada pelo início da produção hormonal, que provoca, entre tantas alterações, uma disfunção da glândula sebácea (ela começa a funcionar num ritmo muito maior e produzir mais sebo). Há um fator genético de predisposição, mas, em grau maior ou menor, acontece com todos, especialmente nas regiões onde há um maior acúmulo dessas glândulas sebáceas, como no rosto, no V do decote, nas costas.

“Já as mulheres adultas produzem baixa quantidade de testosterona (por isso os homens, em geral, têm pele mais oleosa), mas algumas produzem mais hormônios andrógenos (masculinos) ou têm disfunções ovarianas, como os ovários policísticos”, explica a doutora Luciana. São disfunções hormonais que podem levar ao surgimento da acne na idade adulta.

“E, ao contrário do que se pensa, não tem nada a ver com a chegada da menopausa”, esclarece a dermatologista, pois a acne normalmente aparece em mulheres por volta dos 30-35 anos, geralmente no período pré-menstrual, e se concentra mais no rosto e no pescoço.

Tanto os jovens quanto as mulheres adultas devem tomar alguns cuidados que ajudam a aliviar os sintomas. Bom, o primeiro deles, que todos nós já ouvimos milhões de vezes, é manter as mãos e o rosto sempre limpos e nunca, jamais mexer ou espremer cravos e espinhas; lavar o rosto no máximo três vezes ao dia (mais do que isso pode desidratar a pele) e só usar medicamentos receitados pelo dermatologista. Fuja das receitas caseiras, promessas de milagres e outras bobagens. O assunto é sério e pode causar muito sofrimento. Aguente firme, siga as instruções e logo o problema diminui.

Autoras: Márcia Naspitz, jornalista (mnaspitz@uol.com.br) e Luciana Conrado, dermatologista (luconrado@yahoo.com.br)